Panorama geral e estatísticas


Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 3 milhões de crianças nascem por ano no Brasil, sendo que boa parte delas serão transportadas nos mais de 30 milhões de veículos da frota nacional.

Mais da metade de todas as crianças acima de cinco anos que são transportadas em automóvel, viajam normalmente sem qualquer proteção, sendo que daquelas que utilizam algum meio de proteção, nem a quarta parte usa-o de forma adequada.

O perigo de uma lesão fatal na cabeça de crianças não protegidas é sete vezes mais elevado do que naquelas que estiverem presas em dispositivos de retenção combinados com cintos de segurança.

Segundo a ONG Criança Segura, a cada ano cerca de 1.200 crianças até 14 anos morrem em acidentes de trânsito no Brasil, sendo que 90% dessas mortes poderiam ser evitadas com o uso correto do assento de crianças, o que diminui o risco de morte em cerca de 70%.

O recomendável por todos os especialistas em segurança automotiva é que as crianças ocupem sempre os bancos traseiros. Crianças sendo transportadas no banco traseiro têm de 35 a 50% menos probabilidade de morrer em um acidente.

O lugar central do banco traseiro tem a vantagem do menor risco de lesões por impactos laterais, embora não seja indicado para determinados assentos infantis, a menos que o cinto central também seja de 3 pontos como os laterais, que são obrigatórios no Brasil a partir de 1998.

75% dos acidentes automobilísticos ocorrem a uma distancia máxima de 30 km de casa, portanto, a justificativa de não usar os assentos de proteção para trajetos pequenos não é válida. Da mesma forma como a necessidade do uso dos cintos de segurança pelos adultos está generalizado tanto para pequenos como para longos percursos, assim deve ocorrer com relação aos meios de proteção para crianças.

Estima-se que sejam vendidos 10.000 a 15.000 assentos infantis por ano no país, principalmente nos grandes centros.

Em uma pesquisa feita em 1999 nos Estados Unidos, num período de vários meses, foi constatado que entre as 17.500 cadeirinhas inspecionadas, 85% apresentavam problemas de instalação.

Além disso, existe o problema da qualidade dos produtos disponíveis no mercado. Apenas um entre nove assentos infantis testados na Alemanha passou com perfeição nos testes realizados pela revista Auto Motor und Sport. Todavia, mesmo o pior assento de criança será provavelmente melhor do que uma criança sem qualquer proteção no automóvel em movimento.

A "cadeirinha" deve ser projetada com vistas à fazer com que as forças atuantes durante uma desaceleração sejam distribuídas na maior área possível, a fim de evitar que os esforços fiquem concentrados numa área muito pequena, podendo causar lesões na criança. Isso é importante, pois dependendo da faixa etária, as crianças ainda não possuem uma formação muscular suficiente para resistir aos efeitos do impacto do veículo.

Atualmente existem aproximadamente 300 modelos de dispositivos de retenção de crianças (cadeirinhas) homologados pelo INMETRO e disponíveis para venda no Brasil, originárias de modelos nacionais ou importados.

 


 

O Código de Transito Brasileiro, promulgado através da lei nº. 9503 de 23 de setembro de 1977 diz em seu artigo 64 que as crianças devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN. No artigo 168 diz também que transportar crianças em veículo automotor sem observar as normas de segurança especiais estabelecidas naquele Código é considerada infração gravíssima, passível de multa e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada. 

 

 

 


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