Cuidados na instalação de uma cadeirinha

A importância da "cadeirinha" de criança estar fixada e ajustada corretamente

 

   Uma pesquisa efetuada nos Estados Unidos em 1999 revelou que apenas  2% de todas os assentos  para bebês são fixados corretamente. Isto significa que por desconhecerem certos detalhes, os pais  acabam deixando as cadeirinhas afrouxadas ou indevidamente fixadas, o que certamente agravará as conseqüências de um acidente.

   Pesquisas semelhantes efetuadas no Brasil acusaram o mesmo tipo de problema, apesar de que a conscientização sobre a importância da fixação e escolha correta das cadeirinhas de criança têm sido gradativamente aumentada, graças aos esforços de algumas entidades e órgãos públicos que estão dedicando especial atenção para este assunto.


   Um assento infantil mal fixado é quase tão perigoso quanto não tê-lo. Durante uma campanha de conscientização feita recentemente no Brasil foi feita uma pesquisa por especialistas em segurança de crianças no transporte em veículos, onde ficou constatado que a maioria das "cadeirinhas" de criança vistoriadas estavam fixadas incorretamente.

   Deve-se levar em consideração que os detalhes dos interiores dos veículos variam em relação aos modelos e marcas, portanto na hora de adquirir uma cadeirinha de crianças é importante verificar se ela é adequada para o modelo de veículo ao qual se destina.

   A seguir, estão relacionadas algumas recomendações importantes para os pais, para aqueles que haverão de estar fixando as cadeirinhas de crianças em veículos, ou para aqueles que estão simplesmente transportando crianças. As recomendações estão na forma do que “deve ser feito” e o que “não deve ser feito”. 

   O que deve ser feito:

  • Mantenha o manual de instalação da "cadeirinha" de criança sempre à mão, para que possa ser utilizado a cada vez que surgir alguma dúvida sobre a correta montagem.

  • Siga sempre o manual cuidadosamente em cada detalhe, especialmente na primeira vez em que for instalar uma "cadeirinha" de criança.

  • Certifique-se que a cadeirinha de criança esteja fixada firmemente e que não haja possibilidade de movimentação excessiva para frente ou para os lados. Simule os movimentos possíveis de deslocamento (uma curva ou uma frenagem brusca, por exemplo) para certificar quanto à estabilidade da cadeirinha de criança em situações de emergência.

  • Para fixar corretamente o assento, o ideal é apoiar o joelho sobre a cadeira para forçar o ajuste e eliminar as folgas (vide ilustração abaixo).

  • Cumpra o procedimento recomendado para qualquer trajeto a ser realizado pelo veículo, mesmo que o percurso seja pequeno.

  • Quando a "cadeirinha" possuir cinto próprio, procure fazer o ajuste adequado do comprimento do cinto à criança, de forma que ela não se sinta desconfortável, porém sem dar-lhe liberdade excessiva de movimento, para que no caso de uma frenagem mais brusca ou curva acentuada, a cadeirinha não fique instável.

  • O controle do ajuste do cinto poderá ser feito usando um ou dois dedos para a folga entre a criança e o cinto.

  • A faixa diagonal do cinto deve passar sempre no centro do ombro, o mais ajustado possível ao tórax, e nunca junto ao pescoço. A faixa sub-abdominal do cinto deve passar na região da cintura e nunca sobre o estômago, para que não seja exercida nenhuma pressão abdominal. 

  • Se o veículo possuir vidros elétricos, deve-se ter o cuidado para que, ao serem fechados, a criança não esteja com a mão ou o braço para fora da janela, o que poderá machucá-la.

  • Se o veículo for de 4 portas e tiver a trava de segurança para crianças nas portas traseiras, use-a quando transportar crianças no banco traseiro. Isso impedirá que elas acidentalmente abram a porta por dentro com o veículo em movimento.

  • Se o cinto do veículo que estiver sendo usado possuir regulagem de altura, posicione-a na posição inferior para a instalação do assento infantil.

   O que não deve ser feito:

  • O fecho do cinto de segurança do veículo, o qual esteja sendo utilizado para fixar uma "cadeirinha" de criança, não deverá estar apoiado em superfícies que formem cantos nem deve ficar próximo à superfícies que possam permitir o seu destravamento involuntário em caso de acidente.

  • Nunca modifique os meios de fixação da "cadeirinha" de criança, nem improvise nada para efeito de manutenção ou facilidade de instalação, por qualquer motivo.

  • Em nenhuma hipótese carregue crianças ou bebês no colo com o veículo em movimento.
  • Procure evitar que a criança brinque com o fecho do cinto de segurança, para impedir um destravamento acidental.

  • Duas pessoas não podem dividir o mesmo cinto e o mesmo se aplica para a fixação das "cadeirinhas".

  • Nunca deixe uma criança sozinha no carro, pois poderá ficar trancada e sufocar-se com falta de ar.

  • Antes de trancar o veículo, certifique-se que as chaves estão com você e nunca as deixe ao alcance das crianças.

  • Nunca transporte crianças em caçamba de picape ou de pé em Buggy ou qualquer outro veículo, mesmo que seja só para recreação num percurso de curta distância, como por exemplo, numa praia ou sítio.


     


   Para fixar corretamente o assento, o ideal é apoiar o joelho sobre a cadeira para forçar o ajuste e eliminar as folgas, conforme mostra a ilustração ao lado.

   Outra verificação importante e muito prática é o teste do "arrancamento", em que a pessoa que está fazendo a instalação do assento puxa o assento em direção oposta à fixação da cadeirinha, simulando uma frenagem brusca ou choque frontal do veículo.

   Sem a execução desses procedimentos, não se pode considerar o equipamento "seguro" e apto para a proteção da criança.

   De preferência, deve-se recorrer a alguém que já esteja habituado a instalar assentos de criança para a primeira instalação do equipamento.

   Normalmente, as dificuldades para a colocação correta das "cadeirinhas" ocorre somente nas primeiras vezes de seu uso, pois com o passar do tempo, a tendência é que a mamãe e o papai passem a instalá-la com facilidade e rapidez.

 

 

 

 
 

 

A passagem do cinto pelos locais apropriados conforme orientações constantes no folheto ou etiqueta instrutiva da cadeirinha  é fundamental

   


É necessário certificar-se quanto ao travamento do fecho do cinto, mantendo-o visível e acessível para uma eventual necessidade de soltura rápida.

 

 

 

 

A trajetória do cinto para os assentos da classe 0 é feita pelos locais indicados na gravura, passando a faixa diagonal do cinto por trás do encosto do assento e do grampo de retenção (vide detalhe na figura) e a faixa sub-abdominal do cinto passando por cima do assento sem exercer pressão sobre o bebê.

   

O ideal é que os bebês viagem sempre no banco traseiro, acompanhados por um adulto, para evitar que se movimentem alcançando o fecho de fixação ou mesmo para possibilitar que sejam atendidos, como por exemplo, num acesso de vômito.

 

Exceções

 


Apenas no caso de picapes, onde não há possibilidades de colocar a "cadeirinha" no banco traseiro, é permitido pela Legislação brasileira colocá-la no banco dianteiro.

Essa permissão também é concedida quando o número de crianças excede a quantidade de lugares no banco traseiro. Neste caso, a criança maior deverá ocupar o lugar dianteiro, devidamente protegida com o DRC adequado à sua idade, altura ou peso.

No entanto, embora seja uma exceção permitida por lei, não se deve tomar esse procedimento como uma regra geral, especialmente por causa de certas "facilidades", tais como a possibilidade de controle do filhinho pela mamãe que está no volante, como na figura ao lado. 

Portanto, o que vale como regra geral é a orientação de que o transporte de crianças deve ser feito sempre no banco traseiro do veículo, pois já ficou comprovado que esse é o local mais seguro.

Vale lembrar que nesse caso, se o assento for do tipo "concha" (Grupo 0) e a pick-up possuir Airbag, é necessário desativá-lo para poder proceder a instalação com a cadeirinha voltada para trás do veículo (vide a secção "Cuidados com o Airbag" neste site para maiores detalhes).

Na instalação da cadeirinha tipo "bebê-conforto", é sempre importante observar a passagem correta do cinto do veículo (vide figura ao lado), bem como a fixação do cinto da própria "cadeirinha". Sem a execução desses procedimentos, não se pode considerar o equipamento "seguro" e apto para a proteção da criança.

 

 

 

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