A escolha da "cadeirinha" adequada

 

   Uma série de fatores são importantes para serem considerados antes da compra de uma "cadeirinha" de criança para o seu veículo.

   Em termos de segurança, o dispositivo de retenção de crianças adequado é aquele que proporciona uma boa proteção para a cabeça e para o corpo, tanto em impactos frontais como em laterais ou de traseira, evitando o rebote excessivo da cabeça nas colisões frontais e proporcionando apoio suficiente à cabeça numa colisão traseira.

   Além disso, ele deve também possuir componentes com boa capacidade de absorver energia e mimimizar os efeitos de desacelerações bruscas sobre o corpo da criança.

   A "cadeirinha" deve ainda permitir ser bem fixada na parte estrutural do veículo, seja através do cinto de segurança dos adultos, ou por ganchos de retenção e garras do tipo Isofix ou Latch. Se a
"cadeirinha" estiver devidamente fixada, vai evitar que a criança se desloque excessivamente para a a frente ou para os lados.

   A instabilidade de um dispositivo de retenção de crianças durante as curvas ou frenagens de um veículo, além de ser extremamente desconfortável é também muito perigosa no caso de um acidente.

   



 


   Em termos econômicos, um procedimento que deve ser adotado pelos pais é a boa conservação do assento, para que possa passar de um filho para outro mais novo,  durante o crescimento das crianças, sem ter de ser substituído por causa do desgaste ou mau uso.

   Ao se escolher um dispositivo de retenção de crianças no Brasil, deve-se verificar se tem a aprovação do Inmetro, que é o órgão oficial homologador no Brasil. A aprovação do Inmetro garante que a "cadeirinha" passou por testes laboratoriais, incluindo os ensaios estáticos, que verificam detalhes tais como a resistência à ruptura dos cintos e fechos, bem como os testes dinâmicos efetuados em um trenó (sled test), onde são simulados os efeitos da desaceleração sobre o dispositivo de retenção e o "dummy" (manequim de teste).


 

 

   As "cadeirinhas" importadas são fornecidas com o respectivo selo de aprovação das normas FMVSS 213 (americana) e ECE R44 (européia), o que significa que foram originalmente testadas por órgãos homologadores do exterior.

   Quando da compra de uma
"cadeirinha", é fundamental que o kit venha completo, inclusive com as instruções de montagem e de uso, alem de assegurar-se que se trata de um modelo devidamente testado e homologado. No Brasil, uma "cadeirinha" de qualidade razoável custa em média de 200 a 600 reais.

   Como já vimos anteriormente, alguns modelos de dispositivos de retenção de crianças do Grupo 0+ são comercializados com uma base que pode ficar fixada permanentemente no veículo, a qual é presa com garras de encaixe e travamento na "concha" onde a criança é colocada. 

   As
"cadeirinha" desse Grupo 0+ possuem uma alça móvel, que além de estabilizar a "concha", também serve para transportar a criança ou apoiar a "cadeirinha", na forma de um "bebê-conforto". Para proporcionar essa multiplicidade de funções, a alça é basculável e permite diferentes inclinações, como mostrado nas fotos abaixo, sendo que cada uma delas cumpre uma determinada função.

 

 

   O modelo de "cadeirinha" tipo "bebê-conforto" mostrado na foto ao lado é bem prático, porque permite que a mesma "cadeirinha" que é montada no veículo seja também instalada em um carrinho de bebê, como mostrado na à direita, inclusive com um toldo de proteção contra o sol, que é removido ou montado conforme a necessidade.

   Atualmente há vários modelos disponíveis no mercado que incorporam essas funções, facilitando a vida dos pais devido à versatilidade das aplicações.




Recomendações importantes antes de adquirir uma "cadeirinha" de criança
 

  • Considere que o peso e a altura da criança são fatores determinantes na escolha de uma "cadeirinha" de criança.

  • Considere que os lugares traseiros devem ser preferencialmente escolhidos para a instalação de "cadeirinhas" de criança. Somente no caso de várias crianças já ocupando todos os lugares traseiros, a Legislação Brasileira permite que seja ocupado o banco do acompanhante do veículo, sendo que nesse caso a criança maior deveria ocupar o banco dianteiro, usando para isso o cinto de adultos do veículo (se ela tiver mais de 7,5 anos) ou o sistema de retenção equivalente.

  • Algumas "cadeirinhas" possuem rasgos de passagem dos cintos de retenção da criança, que permitem a regulagem conforme o crescimento da criança. No entanto, essa operação não é tão fácil em alguns modelos de "cadeirinhas" e requer uma consulta no manual de instalação para fazê-la com segurança.

  • Em alguns modelos de "cadeirinhas", uma fivela metálica é fornecida inclusa no kit, que liga a faixa sub-abdominal do cinto à faixa diagonal, para evitar a movimentação da cadeirinha em pequenas curvas ou frenagens, antes do retrator automático bloquear o cinto. Um "clip" lateral na "cadeirinha" ou a existência do sistema travante "KiSi" nos cintos laterais pode também cumprir esse papel de assegurar a estabilidade do dispositivo de retenção.

  • Não utilize dispositivos de retenção de crianças de "segunda mão" ou de procedência desconhecida, pois não se pode saber se eles já foram utilizados em algum acidente e tiveram a segurança de seus componentes comprometida.

     

   Através dos meios de comunicação, os "papais" estão se conscientizando cada vez mais da importância do uso do dispositivo de retenção necessário para a segurança no transporte de seus filhos. A questão é que eles normalmente não sabem distinguir qual modelo é eficiente ou não. Porisso, é importante reconhecer quais são os pontos principais (alem do preço) a serem observados antes de se adquirir uma "cadeirinha".

 


 

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