Comentários adicionais

 

    Os cuidados no transporte de crianças em veículos já começa logo no nascimento da criança. Seguindo exemplos internacionais, alguns hospitais brasileiros não permitem que um bebê deixe a maternidade sem que o veículo que irá transportá-lo tenha um dispositivo de retenção adequado.

    O ideal é que os pais evitem transportar os bebês em veículos, especialmente nos seus primeiros dias de vida. A partir do momento em que o bebê puder ficar sentado, ele torna-se apto para utilizar o dispositivo de retenção de crianças "cadeirinha" adequado para o seu respectivo tamanho e peso.


 

 

    Os bebês não devem ser segurados nos braços de um adulto durante qualquer percurso, pois em caso de impacto do veículo ou frenagem brusca, o bebê será projetado para a frente em direção ao pára-brisa do veículo.

    Dispositivos de proteção adequados para bebês com peso entre 9 e 10 kg deverão ser usados, quando for necessário transporta-los em automóveis (vide a seção que trata especificamente deste assunto).

    Pelo mesmo motivo, a mamãe jamais deverá fixar a si mesma e o bebê no mesmo cinto, como ilustrado na figura ao lado.

    Crianças que não usam os dispositivos de retenção adequados podem atingir outras pessoas que estejam usando os cintos de segurança durante um impacto ou frenagem brusca. Assim, elas passam a oferecer risco de ferimentos e lesões irreversíveis para si próprias e para os que as acompanham.



 

 

    As condições representadas nas fotos ao lado, com crianças no colo de adultos, ou de pé, atrás dos bancos dianteiros, são totalmente reprovadas para o transporte de crianças em automóveis.

    É importante que os pais estejam conscientes sobre sua responsabilidade no transporte seguro de seus filhos em veículos.  

    Apesar de ser um pouco desconfortável reinstalar a "cadeirinha" antes de cada viagem, e removê-la no final do transporte, isto se torna fundamental para evitar as conseqüências de um acidente durante o trajeto.

    Até mesmo crianças com deficiências físicas ou com membros engessados deverão  ser protegidas. Neste caso, deverão ser usados dispositivos de proteção especiais, sendo que para cada caso deverá ser utilizado um modelo adequado para as características biométricas da criança, preferencialmente sob a orientação de um pediatra.





Veículos de transporte público, taxis e peruas escolares

 

 

    Embora a legislação brasileira atual não exija a utilização de dispositivos de retenção de crianças na forma de cadeirinhas em taxis e veículos de transporte coletivo, o ideal é que qualquer que seja o veículo, as crianças possam ser transportadas com meios adequados para assegurar uma proteção conveniente nos casos de acidentes de trânsito ou em frenagens bruscas.

    Aqui cabe uma discussão técnica envolvendo as autoridades de trânsito e os especialistas de segurança no sentido de encontrar soluções que minimizem os efeitos lesivos nas crianças que são transportadas nos diversos meios de transporte.

   Quanto às peruas escolares, em 2015 foram publicadas as Portarias 533 e 541 do CONTRAN que estabeleciam a obrigatoriedade do uso das "cadeirinhas" nos moldes da Resolução 277 para as peruas (vans) escolares, com prazo para vigorar a partir de janeiro de 2016.

    Essa obrigatoriedade provocou uma onda de protestos em todo o país, pois os "perueiros" e seus respectivos sindicatos argumentaram entre outros motivos que a maioria dos veículos de transporte escolar (peruas e vans) não está preparada para instalação das cadeirinhas com o cinto de 3 pontos disponíveis no mercado. Devido a esses protestos, a obrigatoriedade acabou sendo cancelada pela Resolução 639 do CONTRAN de novembro de 2016.

    A fim de que o assunto não fique encerrado, a "Proteste" (órgão de defesa do consumidor) e a ONG "Criança Segura", estão tentando viabilizar a retomada da discussão, envolvendo as autoridades e os especialistas técnicos.





 

 

Gestantes


   A proteção da criança deve começar antes do seu nascimento. As gestantes devem observar a colocação correta do cinto de 3 pontos, deixando o cadarço diagonal passar pela parte toráxica e a parte sub-abdominal pela região pélvica, logo abaixo do abdômen (vide ilustração ao lado).

    Em nenhuma hipótese a parte sub-abdominal do cinto deverá ficar sobre a barriga da mamãe, o que colocaria em risco a segurança do bebê, no caso de uma frenagem brusca ou impacto do veículo.

 

 


 



 

 


Relato de sobrevivência de um bebê graças à "cadeirinha" que estava usando
 

    Entre outros relatos de sobrevivência de crianças graças à cadeirinha que estavam usando, temos o impressionante relato de um bebê de 5 meses, em um acidente na noite de 15 de maio de 2006,  envolvendo duas carretas e um automóvel na movimentada rodovia Fernão Dias, o qual provocou a morte de um casal que estava no carro.

    Foram necessárias duas horas para retirar a criança das ferragens. O trabalho de resgate já estava sendo encerrado, quando os bombeiros solicitaram a interrupção do trânsito na estrada. Foi então que ouviram o choro de um bebê. As buscas recomeçaram e, finalmente, a criança foi resgatada com vida.

    Davi Lucas, o bombeiro responsável por retirar a criança das ferragens, declarou que a criança só foi salva porque seus pais foram prudentes e a colocaram em uma cadeirinha de segurança – “Se ela estivesse sem a cadeirinha, seria arremessada para fora do veículo ou não teria a proteção da coluna e da cabeça. Com certeza ela só está aqui no meu colo viva porque os pais dela foram prudentes e a colocaram em uma cadeirinha”, completou.

    O bebê foi levado para o Hospital Regional de Betim e submetido a vários exames, mas ficou constatado que sofreu apenas um inchaço no pé esquerdo.

 

 




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