Política Administrativa / Modelo de Governo
 

    Cada país tem de achar seu melhor modelo de governo. Um modelo adequado para um determinado país não o será necessariamente para o outro, pois as realidades e os contextos dos países são distintos entre si. Independentemente de se optar entre presidencialismo ou parlamentarismo, o Brasil tem de adotar o regime político que mais se adeque às suas realidades socio-econômicas.

    Na preocupação de preservar os valores de uma democracia absoluta, um país pode cair numa síndrome de tolerância ilimitada. Creio que no Brasil,
a corrupção e a impunidade chegaram a tal ponto que faz-se necessária a presença de um governo mais austero para coibir os abusos cometidos debaixo da bandeira da "liberdade democrática".

    A democracia plena mostra-se muitas vezes excessivamente "benevolente" em determinadas situações, pois o pretexto dos "amplos direitos" acaba sendo um pretexto para favorecer transgressores e desajustados, os quais sabem que sempre terão aqueles que os defendem, mesmo que permaneçam à margem da lei.

    Se o governante máximo, seja ele um presidente ou um primeiro-ministro, não tiver autoridade e uma certa autonomia para deliberar e dirigir a nação com austeridade, as medidas urgentes e necessárias ficarão sempre na dependência de acertos entre os vários escalões administrativos e legislativos do país. O pior é que normalmente o governante fica devendo "favores" obtidos durante as negociações e alianças partidárias.

    No caso de um governo com a sua cúpula dividida, ocorre que, por melhores que sejam as suas intenções e pré-disposições dos seus líderes, elas podem ficar infrutíferas e frustradas a cada vez que o Senado ou a Câmara dos deputados fazem-lhe oposição através dos integrantes dos partidos contrários ao governo, induzindo o governante a fazer conchavos e concessões para conseguir uma maioria de votos, no intuito de aprovar algum projeto que julgue vital para o bem da nação.

    Isso não significa que eu aprovo o "neo-totalitarismo" como modelo político ideal para o Brasil, pois isso tem desgraçado alguns países vizinhos que adotaram esse tipo de regime aqui na América Latina, porém, o equilíbrio entre a austeridade de um governo mais enérgico com a moderação de um governo mais liberal me parece que seria a fórmula ideal para o nosso país.

    Infelizmente, qualquer atitude mais enérgica por parte das autoridades tem atualmente um peso muito grande por causa de maus exemplos do passado, onde houveram torturas, sequestros, execuções e sumiços de pessoas contrárias ao governo, tanto
entre as décadas de trinta e quarenta durante a ditadura na "era Vargas", quanto pelo período da "ditadura militar" dos anos setenta.

    No entanto, se formos sinceros a ponto de romper com paradigmas e traumas do passado, admitiremos que valeria a pena considerarmos que um pouco mais de rigor e combate à impunidade se ajustaria bem às necessidades específicas do Brasil. Isso não significaria voltar à abominável ditadura que havia no passado, e sim, corrigir as distorções da "democracia plena e absoluta", que hoje respira corrupção, impunidade e parcialidades.

    Um dos motivos que culminou no fracasso da chamada “ditadura militar” no Brasil foi a falta de capacidade administrativa dos presidentes, os quais tinham apenas uma formação militar, sem a devida experiência na administração civil. Outra causa do fracasso foi sem dúvida a falta de diálogo com os vários setores da sociedade e a censura da imprensa, o que ocorreu de forma significativa naquele regime, que perdurou durante muitos anos no Brasil.

    Outra medida interessante seria que o governante fosse obrigado a se desligar do partido a que pertencesse assim que assumisse o governo. Isso evitaria que ele tivesse qualquer interesse de favorecer propositalmente os projetos cujos criadores fossem do seu partido, evitando assim qualquer bairrismo ou corporativismo.

    Os interesses coletivos da nação não podem ficar jamais subjugados pelos interesses partidários unilaterais, tanto por parte dos governantes, ministros, magistrados, como tambem daqueles que representam o povo na qualidade de deputados e senadores.
 

 

Excesso de parlamentares e custo muito alto

    Há necessidade do Brasil ter tantos parlamentares no Congresso e no Senado Federal? Atualmente são 513 deputados federais e 81 senadores, correspondentes a 27 unidades federativas! Precisa tanta gente assim?

     Parece contraditório que o Brasil seja um dos países que tem mais parlamentares sustentados com o dinheiro público, enquanto que é um país é tão carente de recursos básicos para a maioria da população!

     Entre outros benefícios, os deputados brasileiros recebem verba para contratar até 25 assessores. Na França, que aparece em 17º lugar no ranking dos congressistas mais caros, os deputados têm no máximo cinco auxiliares.

     Considerando apenas os deputados federais, as despesas aos cofres públicos englobam alem do polpudo salário mensal, verbas para manutenção de apartamento funcional ou auxílio-moradia, atendimento médico e odontológico gratuito ao deputado e familiares, cota para pagar passagens, telefone, correios, fretamento de aeronaves, alem de uma vultosa verba de gabinete destinada ao pagamento de cargos de confiança!           

   
    Como explicar esses gastos abusivos, sendo que muitas famílias brasileiras sobrevivem apenas com o salário mínimo e há milhões de desempregados, que se candidatam a sub-empregos, a fim de tentar subsistir à grave recessão econômica que o país atravessa?

    Para um país com tantas dificuldades econômicas, parece um absurdo imaginar que cada deputado federal acarreta um gasto equivalente a 192 salários mínimos, entre gastos próprios e verbas de gabinete. Entre outros recordes negativos, o Brasil acumula o fato de ser um dos países onde os custos com parlamentares são os mais altos em todo o mundo.

    Será que não seria possível exercer as funções do Poder Legislativo com uma estrutura mais enxuta em ambas as Casas, sem prejuízo da representatividade popular? Quando eu me refiro a uma estrutura mais enxuta no Congresso e Senado Federal, estou me referindo não somente a uma redução no número de parlamentares, mas tambem às suas respectivas verbas extras, os chamados "penduricalhos"

    É evidente que esse enxugamento  dos gastos públicos teria que ser estendido a nível nacional, ou seja, também aos níveis estaduais e municipais, e não somente na esfera legislativa, mas tambem nas áreas do judiciário e executivo.     


 

Uma proposta: nova subdivisão administrativa
 

    Considerando o fato de que o Brasil é um país com enorme território, porém como muita heterogeneidade entre os seus estados, creio que seria mais fácil administrá-lo através de macro-regiões, ao invés dos estados atuais. Creio que com isso, as desigualdades regionais poderiam ser melhor equilibradas, tanto em termos de recursos naturais como tecnológicos.

    Assim, por exemplo, muitos estados brasileiros que não dispõem de litoral, como é o caso de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Tocantins, poderiam ter acesso ao mar, desde que os limites estaduais atuais fossem alterados estrategicamente. Com isso, aqueles estados seriam beneficiados com zonas portuárias, que permitiriam melhor possibilidade de escoamento de seus produtos pela exportação via marítima.

   Assim, ao invés dos 26 estados atuais e o DF, haveriam 6 grupos de estados, que somariam seus recursos no sentido de incrementar o desenvolvimento econômico e logístico da região. Com essas anexações, haveria um aproveitamento melhor dos recursos dos estados que se auto-compensariam de uma forma mais abrangente, através de um plano cooperativo, com isenção de taxas e impostos interestaduais. Assim, um estado que tivesse carência de algum produto ou riqueza natural poderia ser suprido pela potencialidade de outro estado com o qual se juntou e vice-versa.

   Com essa nova subdivisão seria possível também alocar os recursos de cada região em benefício do desenvolvimento cooperativo dos estados vizinhos mais imediatos e evitar o desperdício de transporte para longas distâncias. Uma sugestão para essa subdivisão seria aquilo que mostro a seguir, onde os
novos estados ficariam assim distribuídos:

Grupo "A": Constituído pelos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Pará. Esse grupo teria destaque como fonte de recursos naturais através do potencial amazônico (madeira, latex, minérios, plantas medicinais, etc.) e pecuária.  A navegabilidade pelos rios Amazonas e seus afluentes permitiriam ampliar substancialmente as exportações de matéria-prima, através desse "corredor natural".

Grupo "B": Constituído pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Esse grupo teria destaque como pólo turístico e industria de manufaturados, visto que todos os estados dispõem de praias, belezas naturais e artesãos habilidosos.

Grupo "C": Constituído pelos estados de Mato Grosso, Tocantins e Bahia. Esse grupo somaria as forças do potencial natural do pantanal mato-grossense e a pecuária,  com o promissor pólo turístico do litoral baiano.  Haveria também a possibilidade de ampliar as exportações de carne bovina diretamente através de portos baianos.

Grupo "D": Constituído pelos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Com isso, os vastos territórios mineiro e goiano somariam forças com o progresso metropolitano do Rio de Janeiro, com possibilidades de favorecer a exportação agrícola do estados do interior através dos portos de Vitória e Rio de Janeiro.

Grupo "E": Constituído pelos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Esse grupo também proporcionaria um melhor corredor de escoamento dos produtos do Mato Grosso do Sul através dos portos de Santos e São Sebastião. Assim, o maior  território mato-grossense somaria forças com a avançada tecnologia das indústrias paulistas.

Grupo "F": Constituído pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os quais pelas características da população e do clima já têm uma grande semelhança. As carências e as potencialidades desses 3 estados seriam melhor compartilhadas através de um intercâmbio mais eficiente e compensatório para todos.


   Os mapas da ilustração abaixo evidenciam graficamente essa proposta.
 
. No Mapa 01 está a divisão política atual dos estados brasileiros.
. No Mapa 02 está a subdivisão geográfica atual das regiões norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul, apenas para caráter didático-pedagógico .
. No Mapa 03 está a minha proposta de divisão política dos grupos de estados, sendo que as setas em vermelho indicam a direção das possíveis rotas de transporte para exportação marítima dos estados que não dispõem de litoral, de uma forma racionalizada e equilibrada.
 


 

 
   


     estados atuais                                regiões atuais                        grupos propostos

 

 
   




Dessalinização é uma alternativa para abastecer a partir da água do mar


     Para estados que sofrem com as crises de desabastecimento hídrico, a dessalinização é uma alternativa já adotada ou em fase de implantação em pelo menos nove Estados brasileiros. Com o barateamento da tecnologia, especialistas dizem que a técnica é uma opção de abastecimento válida para todo o Brasil, principalmente para os estados onde o abastecimento de água é deficitário nos períodos anuais de estiagem.

    A tecnologia da dessalinização é utilizada atualmente principalmente na região Nordeste do Brasil, onde são instalados sistemas para purificar a água salobra (com concentrações de sal menores que a do mar) do subsolo. No arquipélago de Fernando de Noronha, a água é retirada diretamente do mar. O método usado em ambos os casos é a chamada osmose inversa, em que a água passa por um sistema de membranas. O sal e as impurezas ficam retidas, enquanto que a água sai pronta para se beber.

    Em Israel, que é um país semi-árido e sofre de longos períodos de estiagem, 67% da água para consumo doméstico já provêm da dessalinização. O metro cúbico de água dessalinizada custa entre 70 e 80 centavos de dólar na saída da usina. A este custo se somam as despesas de canalização da água até o consumidor.

    No caso da cidade de São Paulo haveria o custo de bombear a água dessalinizada, que viria do litoral, pela Serra do Mar acima, o que acarretaria despesas de energia que poderiam elevar o custo até cerca de 1 dólar por metro cúbico.
 

 

   No entanto, dizem os especialistas que se houvesse uma usina de dessalinização no litoral, a água produzida poderia abastecer as cidades no próprio litoral e isso liberaria uma grande quantidade de água para o abastecimento da região metropolitana da cidade de São Paulo.

   De acordo com esses especialistas, em Israel é mais barato utilizar água dessalinizada do que canalizar abastecimento desde lugares distantes. Até 2005, quando a água dessalinizada começou a ser utilizada em larga escala naquele país, grande parte da água consumida em Tel Aviv era canalizada por meio do Canal Nacional, do Mar da Galileia, que fica a 150 quilômetros da maior cidade de Israel.


   
 Hoje em dia quatro usinas de dessalinização suprem praticamente todas as necessidades das cidades ao longo da orla do Mar Mediterrâneo, onde mora a maioria da população israelense.

   A utilização de água dessalinizada também contribui para que as fontes naturais, principalmente os aquíferos do litoral israelense e da montanha (na região de Jerusalém), possam se recuperar após muitos anos de estiagem.

   Especilistas franceses admitem que a dessalinização é mais cara do que os métodos mais comuns, porém o custo depende muito da distância entre o local de produção da água e aquele que será abastecido.

   Bombear a água do litoral para o interior sairia caro, mas a dessalinização poderia abastecer hidricamente várias cidades do interior nos períodos de estiagem de determinadas épocas do ano, quando se sacrifica a população, que têm de se submeter aos rodízios de racionamento de água.
 

 
   

 


O aproveitamento dos ventos para gerar energia
 

     A primeira turbina de energia eólica do Brasil foi instalada em Fernando de Noronha em 1992. Dez anos depois, o governo criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para incentivar a utilização de outras fontes renováveis, como eólica, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

    Desde a criação do Proinfa, a produção de energia eólica no Brasil aumentou de 22 MW em 2003 para 602 MW em 2009, e cerca de 1000 MW em 2011(quantidade suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 400 mil residências) e atingiu a marca dos 4400 MW no final de 2013.

    Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobrás, o território brasileiro tem capacidade para gerar até 140 GW, 11 vezes maior que a potência instalada da Usina Hidroelétrica de Itaipu!

 
       
   

    O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de menor intensidade de chuvas, ou seja, nos meses em que falta chuva é exatamente quando venta mais! 

    Isso coloca o vento como uma grande fonte suplementar à energia gerada por hidrelétricas, a maior fonte de energia elétrica do país. Durante esse período do ano poderia-se preservar as bacias hidrográficas, fechando ou minimizando o uso das dispendiosas hidroelétricas.

    O melhor exemplo disso é na região do Rio São Francisco. Por essa razão, esse tipo de energia é excelente contra a baixa pluviosidade e a distribuição geográfica dos recursos hídricos existentes no país.

    A maior parte dos parques eólicos se concentra nas regiões nordeste e sul do Brasil. No entanto, quase todo o território nacional tem potencial para geração desse tipo de energia.

    Este é mais um recurso em que o Brasil é altamente privilegiado, sendo reconhecido como um dos maiores potenciais eólicos do planeta: mais de 71 mil km² do território nacional conta com velocidades de vento superiores a 7m/s, principalmente nos estados da região Nordeste do país.

    A pergunta então é a seguinte: se o nosso país tem capacidade para gerar com energia eólica até 11 vezes mais que o potencial da energia produzida em Itaipu, porque não incrementar ainda mais essa fonte de recursos que é totalmente limpa e renovável ao longo do imenso território brasileiro?

 
   

 



A refeição por quilo - O "know-how" brasileiro digno de elogios
 

     Apesar de todos os problemas com os quais a população brasileira convive no seu dia-a-dia, há alguns pontos positivos típicos em nossa nação que merecem ser reconhecidos, pois se destacam até mesmo a nível internacional. Um deles é o sistema de "refeição por quilo", ou "comida por quilo", muito comum nos restaurantes brasileiros desde a década de 80, onde o consumidor paga apenas pela quantidade de comida pronta que ele coloca em seu prato.

    Trata-se de algo simples e exteremamente racional em termos de serviço de refeições, fruto da iniciativa privada, que estranhamente é incomum em outras partes do mundo, mas deveria ser tomado como exemplo, pois alem de ser favorável ao bolso do consumidor, evita o desperdício de alimentos e é extremamente prático, pois o consumidor não tem que esperar pela confecção de seu prato, como nos restaurantes mais tradicionais.

    Em qualquer outro tipo de refeição, seja aquela que é pedida "a la carte", ou o "prato do dia", ou no "buffet self service", há uma grande possibilidade de desperdício de comida, pois o prato pronto nem sempre vem na quantidade ideal correspondente à fome do consumidor.

     Quando o cliente paga apenas pelo que pega, ele acaba sendo mais criterioso e não vai colocar no prato algo que tem dúvidas se vai comer ou não. Por isso mesmo eu considero esse sistema altamente racional e justo.
 

 

 

 

  
  

  

   Por influência do modelo brasileiro, alguns restaurantes de Portugal e Argentina adotaram o sistema de comida por quilo, porem não de forma tão popular e comum como no Brasil.
 

  
Creio que se esse sistema racional de "refeição por quilo" fosse adotado de forma universal em outros paises, certamente haveria uma contribuição significativa para a sustentabilidade do planeta, onde a cada dia vemos as áreas agrícolas cederem espaço para as moradias, estradas e indústrias.

   Se pensarmos em países onde muitos morrem de fome ou padecem pela falta de alimentos, concluiremos que haveriam muitos motivos para se adotar esse tipo de serviço de uma forma mais abrangente, principalmente nos países com maiores dificuldades econômicas.

   Apesar dessa forma inteligente de refeição já estar definitivamente consagrada no Brasil, o desperdício de alimentos deveria ser melhor controlado em nosso país, especialmente nos grandes centros onde o abastecimento se faz com tal fartura que favorece a excessiva seleção de alimentos por parte dos consumidores nos supermercados e atacadistas, por outro lado propiciando o descarte de alimentos em bom estado.

 

 

 

 

   Digo isso porque há países onde embora a renda per capta seja bem maior do que no Brasil, os consumidores encontram nos supermercados e feiras livres apenas aquilo que em nosso país é considerado inapropriado e não atraente em termos de alimentos, tais como frutas, verduras e legumes. Muitos desses países já passaram por guerras e grandes tragédias, onde o povo sofreu com a escassez dos alimentos, e porisso sabem valorizar e aproveitar melhor os recursos naturais. 
 


Desperdício de alimentos no Brasil
 

     A fome é um dos maiores problemas que o Brasil e alguns países do mundo enfrentam. Há cerca de um bilhão de pessoas desnutridas em todo o mundo.

    O Brasil é um dos grandes produtores de alimentos do mundo, mas também é um dos países que mais desperdiça. Cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos por ano são desperdiçados por famílias, varejistas e serviços de alimentação brasileiros, quantia essa que seria suficiente para satisfazer a fome de cada um dos que passam fome em nosso país.

    Resumindo, isso quer dizer que cada família brasileira desperdiça em média 20% dos alimentos que compra semanalmente, o que significa o suficiente para alimentar 500 mil famílias.

    As estatísticas mostram que as feiras-livres e os grandes centros de abastecimento são responsáveis por 30% de todo o desperdício de comida do País. Já restaurantes, lanchonetes e hotéis, de todo Brasil, jogam diariamente toneladas de alimentos em bom estado no lixo.

    Os números mundiais de desperdício de alimentos são alarmantes. Cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos se perdem ou são desperdiçados a cada ano, o que corresponde a um bilhão de dólares. A abundância pela fartura pode levar ao desperdício e à desvalorização daquilo que a terra dá.

 

 

 

 

No Brasil, apesar de ainda haver muito desperdício de alimentos, existem projetos no intuito de evitar o desperdício, isentando impostos de empresários que desejarem fazer doações do alimento descartado em seus estabelecimentos.
 


País abençoado por Deus?

 

     O Brasil é tido por muitos como um país "abençoado por Deus", como se Deus tivesse predileções por certos países em detrimento de outros. Alguns são ainda mais levianos ao afirmar de forma arrogante que "Deus é brasileiro".

    Se isso fosse verdade, seria então o caso de se perguntar porquê há tanta desigualdade social e tanta disparidade climática, visto que frequentemente ocorre chuva demais nas metrópoles, as quais não possuem a devida infraestrutura de contenção das águas, enquanto que há escassez de chuva nas terras do sertão nordestino, que precisam de água para irrigação das suas lavouras?
 
    Em parte, essa reputação de país privilegiado se deve ao fato de não haver no Brasil certos desastres naturais, que são freqüentes em outros países, tais como terremotos, neve em abundância, vulcões e maremotos (Tsunamis).

    Exceto pelas chuvas e secas extremadas, que ocorrem de forma localizada e sazonal, temos na maior parte do território brasileiro um clima razoavelmente equilibrado, embora nos últimos anos o efeito do aquecimento global está prejudicando as condições climáticas do nosso país.

    O Brasil é um país extramente rico em vários tipos de riquezas renováveis e não renováveis. Os recursos hídricos, sobretudo na região da bacia amazônica, são abundantes em nossa nação. No entanto, a falta de cuidado com o meio-ambiente tem sido motivo de preocupação para outros países que já estão prevendo a gradativa escassez de água para o planeta num futuro próximo.

    Essa escassez já está ocorrendo em muitos países, o que está exigindo que a capacidade intelectual dos técnicos e engenheiros se aperfeiçoe, como o caso de Israel, que está dessalinizando a água do mar e 15% da água de consumo doméstico provém do mar.

    Outra riqueza natural brasileira está na floresta amazônica e na mata atlântica, onde se encontram flores e ervas de alto poder medicinal, que ajudam a combater doenças graves e muitas dessas plantas são exclusivas daquelas regiões. O problema é que vários países sabem desse potencial e já estão explorando os nossos recursos naturais para industrializarem os seus produtos.

    Uma outra grande vantagem do Brasil em relação a vários países é que aqui praticamente não existe o terrorismo ou os conflitos armados por motivos étnicos ou religiosos, .  No entanto, os problemas relacionados à violencia urbana causada pela desigualdade social e má administração pública fazem com que muitos brasileiros sonhem em deixar o país, e talvez só não o façam por causa das dificuldades impostas para imigração e fornecimento de vistos de permanência em outros países.

 

 

Acorda Brasil !
 

    Apesar de toda a sua riqueza natural, boa parte da população brasileira vive em condição de miséria, sendo que mais da metade das residências em nosso país não possui sequer rede de tratamento de esgoto. Parece uma ironia que estando "deitados em berço explêndido", como diz o hino, estejamos tão carentes de recursos fundamentais para uma mínima qualidade de vida.

    Isso é totalmente incoerente ao vermos a cada dia crescerem os "pet-shops" e outros estabelecimentos de serviços sofisticados para animais, destinados a satisfazer os caprichos supérfluos das "madames" com os seus animaizinhos de estimação, enquanto que há tantos indivíduos morando nas ruas e mendigando um prato de comida.

    E quanto aos inúmeros advogados inescrupulosos, que habilmente defendem seus poderosos clientes criminosos através de recursos jurídicos e "habeas corpus", sendo que muitos desses bandidos estão gozando dos benefícios da "prisão domiciliar" ou da "tornozeleira eletrônica". Quanto aos que estão cumprindo pena, reivindicam 3 refeições diárias de boa qualidade, condições ambientais satisfatórias, exposição ao sol todos os dias, tratamento médico-dentário-psíquico, concessão de visitas íntimas e outros "direitos" mais, que a maior parte da população brasileira que não é criminosa não possui!

    Não deveriam esses advogados defender com a mesma tenacidade o direito daqueles milhões de brasileiros que vivem neste país rico em condições de total miséria? Ou devem os muitos brasileiros marginalizados ficar sempre esperando as "esmolas" paliativas das bolsas do governo, que não resolvem os problemas emergentes da população, tais como o saneamento básico ou o desemprego?

    Acordem, autoridades brasileiras em todos os seus escalões! Honrem os votos daqueles que depositaram a sua confiança em vocês! Se vocês reconhecem que não estão fazendo um bom governo ou mandato, ou não se sentem suficientemente competentes dentro de seus respectivos cargos e funções, cedam o lugar para pessoas mais capacitadas, pois é muito mais vergonhoso ter de sair compulsoriamente do que renunciar voluntariamente de seus polpudos salários.

    Não é vergonhoso abdicar. Vergonhoso é ver o país se afundar cada vez mais em termos sociais, econômicos e de credibilidade mundial. Pior que renunciar é continuar exercendo um mandato, não se sentindo digno ou apto para isso, apenas para cumprir o prazo de um mandato que foi formalizado nas urnas. Isto sem contar os que se elegeram ilegalmente às custas de propinas e compra de votos!

    Sou contra qualquer forma de vandalismo e violência nos protestos da população na reivindicação de seus direitos, tais como alguns que ocorrem de vez em quando em nosso país. Embora creio que a população tenha todo o direito de se manifestar, não defendo a forma badernista e criminosa como muitos grupos se manifestam, inclusive com a destruição do patrimônio público ou a depredação de bens de pessoas que não têm nenhuma culpa pelas injustiças sociais.

    Por causa disso, me valho deste veículo com os recursos da Internet, onde eu posso expor publicamente e de forma pacífica as minhas impressões, elogiando o que merece ser elogiado e criticando aquilo que me parece digno de críticas.

 


Conclusão e comentários finais

 

      Reconheço que para que as propostas aqui apresentadas fossem colocadas em prática, haveria a necessidade de que muitas mudanças ocorressem de forma concomitante no país. Como já vimos, muitos problemas tem sua origem na dificuldade para que o bom senso prevaleça acima dos interesses partidários, onde muitos militantes políticos torcem pelo fracasso do país, na teoria do "quanto pior, melhor", com vistas à um maior sucesso de seu partido nas próximas eleições.

     Espero que com estes comentários e sugestões singelas, porem possíveis de serem colocadas em prática, eu possa de alguma forma contribuir para a confirmação da pretendida “Ordem e Progresso” que está estampada na nossa bandeira, e que todos nós desejamos, não somente para a nossa geração, mas também para os nossos filhos.

     Basicamente, a fórmula para um governo eficaz no Brasil é SERIEDADE, HONESTIDADE, COERÊNCIA, JUSTIÇA, COMPETÊNCIA e CRIATIVIDADE em todas as esferas e em todas as situações. Quando isso não ocorre, existe a corrupção, a impunidade, as incoerências, os desperdícios, a falta de prioridades, a falta de competência administrativa e a falta de criatividade para inovar ou corrigir rotas.

     Sei que posso estar “chovendo no molhado”, porém, se ninguém se manifesta de uma forma clara e objetiva, como estou tentando fazer através destas propostas, estará se cumprindo o tão famoso “quem cala, consente”.  Como pai, desejo que meu filho faça parte de uma geração que tenha orgulho de ser brasileiro, não somente quando o Brasil vai à Copa do Mundo ou às quadras esportivas, mas também quando se trata de defender os interesses econômicos e sociais da nossa nação.

     Gostaria, sinceramente, de poder estar comentando estas e outras análises de forma pessoal com os nossos governantes ou parlamentares, sendo que me sentiria bastante satisfeito e honrado se fosse convidado a participar de algum encontro onde possa expor mais detalhadamente as minhas críticas e sugestões.


     Embora muitas das propostas aqui apresentadas possam ser consideradas por alguns como utópicas e inatingíveis, estou me valendo delas para manifestar a todos os visitantes deste site o meu desejo sincero de ver nascer um Brasil melhor, um Brasil verdadeiramente Novo.


 

   

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